
Tive a ocasião de visitar também, no cemitério Tikhvin, ao lado do Mosteiro de Alexandre Nevski, o túmulo de Anton Rubinstein (1829-1894) - pianista, compositor, regente e fundador do Conservatório de São Petersburgo. Na excelente companhia de Tchaikovsky, Mussorgsky, Rimsky-Korsakoff, Glinka, Borodin e Balakirev, seu túmulo estava coberto por seixos deixados por visitantes que sabem de sua origem judaica.

Rubinstein nasceu num vilarejo do distrito russo da Podólia, hoje parte da Transnístria, república separatista da República Moldova. Antes que completasse 5 anos, seu avô paterno ordenou que todos os membros da família se convertessem ao cristianismo ortodoxo. Educado numa família que falava iídiche, alemão e russo, o converso Anton escreveria mais tarde em seu diário: Os russos me chamam de alemão, os alemães me chamam de russo, os judeus me chamam de cristão e os cristãos me chamam de judeu. Os pianistas me consideram compositor, e os compositores me consideram pianista. Os classicistas acham que sou futurista, ao passo que os futuristas vêem em mim um reacionário. Concluindo, não sou isso nem aquilo - não passo de um indivíduo digno de pena.
Fotos: do autor.
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